Procura pelo Financiamento Especializado continua a crescer

O financiamento especializado continuou a registar resultados positivos em 2015, de acordo com as estimativas reveladas pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF). Os números analisados apresentam um crescimento da produção no Leasing, no Renting e no Factoring, observando-se valores em linha com a tendência de recuperação gradual da economia nacional e dos níveis de investimento empresarial.

Ficámos agradados por constatar que, em 2015, o Financiamento Especializado continuou a aumentar a sua importância no apoio à economia Portuguesa, reforçando o seu papel de catalisador dos investimentos e na gestão da tesouraria das empresas Portuguesas e demais agentes económicos” afirmou Paulo Pinheiro, Presidente da ALF, adiantando que “as empresas Portuguesas têm vindo a usufruir cada vez mais das vantagens destes produtos, convergindo para um grau de utilização verificado nos países Europeus mais desenvolvidos economicamente”.

O Leasing registou no último ano um crescimento estimado de 20%, quando comparado com 2014, totalizando um apoio ao investimento nacional de 2,28 mil milhões de euros. Para esta evolução o leasing mobiliário contribuiu com um crescimento de 33% no valor dos contratos, destacando-se os segmentos de viaturas (com mais 41% do que o verificado no ano passado, cifrando-se nos 920 milhões de euros) e dos equipamentos (com um aumento de 25% relativamente a 2014, estimando-se que tenha atingido os 682 milhões de euros). O número de contratos do leasing imobiliário demonstrou também um aumento estimado de 10% em relação ao período homólogo, num valor de produção de 672 milhões de euros.

Estes resultados reconfirmam uma vez mais que o leasing é uma solução financeira que permite uma adaptabilidade que é particularmente apreciada pelos agentes económicos na atual conjuntura, dado a flexibilidade dos contratos em termos de prazos, prestações e formas de pagamento”, afirma Eduardo Moradas, membro da Direcção da ALF responsável pelo Leasing.

Relativamente ao Renting, 2015 terminou com um total de 28.547 viaturas novas adquiridas (22.137 ligeiras e 6.410 comerciais), o que revela um crescimento de 8,2% em relação ao período homólogo, representando uma produção total de 543 milhões de euros, que significou um crescimento de 13,0% comparativamente ao ano anterior. As frotas automóveis geridas pelas empresas de Renting totalizavam número superior a 92.000 viaturas no final de 2015, com tendência crescente.

Estes dados vêm consolidar o crescimento da procura por soluções de Renting verificada nos últimos anos. As condicionantes económicas para a aquisição de viaturas e a necessidade de reduzir custos operacionais nas empresas têm feito crescer o número de entidades com interesse nesta solução, por trazer vantagens específicas nessas vertentes”, afirma António Oliveira Martins, Vice-Presidente da ALF responsável pelo Renting.

Exportadoras apostam em soluções de Factoring

Em 2015, as instituições de factoring – mecanismo de apoio à tesouraria que permite às empresas um melhor financiamento do seu ciclo de exploração, uma vez que possibilita obter uma antecipação dos recebimentos dos seus clientes – tomou cerca de 22,9 mil milhões de euros em faturas, verificando-se um aumento estimado de 3,8% (847 milhões de euros) em relação ao registado em 2014.

Para este impulso contribuiu o factoring de exportação, que registou um crescimento robusto na ordem dos 7% em 2015 comparativamente ao ano homólogo, com os créditos tomados neste segmento a serem responsáveis pela gestão de cobranças de uma crescente percentagem de trocas comerciais com o exterior, atingindo os 2,72 mil milhões de euros (cerca de 5,5% do total das exportações nacionais em 2015 foram feitas com o apoio e segurança do Factoring). Denote-se que o factoring de exportação se verifica verifica-se quando a instituição de Factoring toma os créditos que os fornecedores Portugueses (o aderente é o exportador) detêm sobre adquirentes estrangeiros (os devedores).

Já o confirming, gestão de pagamentos aos fornecedores das empresas, representou 7,8 mil milhões de euros em Portugal, enquanto o factoring doméstico foi responsável por 12,3 mil milhões de euros.

Para Rui Esteves, Vice-Presidente da ALF responsável para o Factoring, “cada vez mais o factoring é uma das ferramentas preferidas das empresas no momento de exportar, pois diminui o risco para o exportador e profissionaliza a gestão de cobranças. Tratando-se assim de uma atividade económica que ajuda o sector exportador, o Factoring também contribui desta forma para o tão importante e necessário saldo positivo da balança comercial, dando assim o seu forte contributo à nossa economia”.

Para mais informação, por favor, contacte:

Business Development & Communication (BDC)

Carla Martins Ramos | cr@bdc.pt | 932 960 484

Susana Monteiro | sm@bdc.pt | 913 088 207

 NOTÍCIAS