Financiamento Especializado reforça crescimento no 1º Semestre de 2017

  • Factoring cresce quase 15 por cento;
  • Renting aumenta produção em 6,3 por cento;
  • Leasing regista subida de cerca de 5 por cento.

 

 A adesão aos instrumentos de financiamento especializado reforçou a tendência de crescimento no primeiro semestre de 2017, de acordo com as mais recentes estimativas da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

Neste período, as instituições de Factoring associadas da ALF tomaram cerca de 12,8 mil milhões de euros em faturas, verificando-se um aumento estimado de 14,7 por cento, ou seja, mais 1,6 mil milhões de euros em relação ao valor registado em 2016. O Factoring Doméstico ultrapassou o valor de produção de 6,2 mil milhões de euros, enquanto a atividade internacional (importação e exportação) totalizou 2,4 mil milhões de euros. Na área do Confirming – na qual o Factor efetua o pagamento aos fornecedores do seu cliente, podendo também assumir a forma de adiantamento – o valor total estimado dos créditos foi de 4,1 mil milhões de euros.

“Apenas nos primeiros seis meses do ano, a atividade de Factoring totalizou um valor equivalente a 13,5 por cento do PIB português no mesmo período, o que significa que cada vez mais as empresas reconhecem nesta forma de financiamento todo um conjunto de serviços de elevado valor acrescentado”, afirma Rui Esteves, Vice-Presidente da ALF responsável para o Factoring, destacando benefícios concretos como “a transformação da faturação em liquidez, a simplificação das operações de gestão dos créditos, o outsourcing da gestão das cobranças e a cobertura do risco comercial, incluindo nas exportações”.

Já o setor do Renting terminou o semestre com um total de 14.695 viaturas novas adquiridas, o que traduz um crescimento de 6,9 por cento face ao período homólogo do ano anterior e corresponde a uma produção de 277 milhões de euros, ou seja, mais 6,3 por cento. No final do semestre, a frota automóvel de passageiros e comerciais gerida em Renting integrava 102.662 viaturas no valor de 1,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 8,8 por cento e 13,8 por cento, respetivamente.

De acordo com António Oliveira Martins, Vice-Presidente da ALF responsável por este setor, “o Renting é hoje um dos principais meios de acesso à mobilidade automóvel, permitindo transformar custos variáveis em fixos, melhorar a planificação financeira e promover uma maior utilização de viaturas elétricas e híbridas. Também no caso dos particulares, está hoje perfeitamente demonstrado que um veículo pode ser mais rentável e cómodo em Renting, já que inclui todos os serviços necessários para circular e manter-se em funcionamento. Além disso, o cliente beneficia da escala das empresas do setor e de uma flexibilidade contratual que se adapta às suas necessidades específicas”.

Relativamente ao Leasing, o setor registou, entre janeiro e junho de 2017, uma subida estimada de 4,7 por cento, quando comparada com o período homólogo, totalizando um apoio ao investimento nacional de 1,28 mil milhões de euros. Esta evolução fica marcada por um aumento estimado de 4,8 por cento no Leasing Mobiliário, correspondente a um valor de produção total de 890,5 milhões de euros, destacando-se os segmentos das viaturas (597,8 milhões de euros) e dos equipamentos (292,7 milhões de euros). A produção da Locação Financeira Imobiliária registou um aumento de 4,4 por cento, alcançando o valor de 395,2 milhões de euros.

O crescimento que o Leasing revela é mais um indício da recuperação da confiança dos empresários na economia portuguesa, já que este tipo de financiamento se destina a investimentos em ativos produtivos e tende a reagir muito rapidamente às variações da economia”, revela Eduardo Moradas, membro da Direcção da ALF com a tutela do Leasing, adiantando que “o Leasing consegue financiar todo o tipo de bens, sejam bens mobiliários (viaturas, equipamentos, etc.) sejam bens imobiliários (armazéns, escritórios, hotéis, etc.). Ainda segundo o mesmo responsável, “o recurso ao Leasing em Portugal está a aproximar-se dos níveis dos países europeus mais desenvolvidos, pois esta ferramenta de apoio ao investimento é bastante flexível e eficiente do ponto de vista fiscal”.

Para Paulo Pinheiro, Presidente da ALF, “a expectativa para os restantes seis meses de 2017 é que as três soluções continuem a crescer a um ritmo idêntico ao do 1º semestre, consolidando-se cada vez mais como os melhores instrumentos de financiamento do investimento produtivo e de apoio à tesouraria quer para grandes empresas quer para PME, um segmento de mercado que aposta cada vez mais nos serviços oferecidos pelos associados da ALF”.

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