Financiamento Especializado reforça apoio às empresas

 

Renting regista crescimento de 11,5% em novos contratos de viaturas; Produção de Leasing cresceu 17%; Factoring cresce 1,8 % no total de todos os segmentos e já não só na exportação.

Os primeiros nove meses de 2015 confirmam a tendência de crescimento do Financiamento Especializado (Leasing, Renting e Factoring) e o facto de os agentes económicos recorrerem a estes produtos de forma crescente como alternativa ao financiamento dos seus investimentos.

Factos que a ‘Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting’ tem verificado pelo país no âmbito de vários seminários regionais sobre financiamento que tem promovido em parceria com associações empresariais regionais.

No período em análise, registou-se um crescimento da produção no Leasing, do Renting e do Factoring, com os números a reforçarem a tendência verificada desde o final do ano passado, que já antecipava uma ligeira recuperação económica e do investimento empresarial.

O Leasing regista nos primeiros nove meses do ano um crescimento acumulado da produção de 17%, com um apoio ao investimento no valor de 1,135 mil milhões de euros.

Para este resultado positivo em muito contribuiu o Leasing Mobiliário, destacando-se os segmentos de viaturas (+28,2%) e o sector dos Equipamentos (15,6%).

O Leasing financiou viaturas (ligeiras e pesadas) no valor de 668 milhões de euros. Já o segmento Equipamentos foi responsável, nos nove primeiros meses do ano por contratos no valor de mais de 468 milhões de euros.

O aumento do número de contratos verificado no Leasing Imobiliário contribuiu de igual forma para o crescimento verificado no total da produção de Leasing nos primeiros nove meses de 2015. Em valor, o Leasing Imobiliário cresceu 4,3%, registando uma produção de 428 milhões de euros.

O Renting também registou no final dos primeiros 9 meses do ano um crescimento muito significativo, registando um total de 20 mil viaturas novas adquiridas, mais 11,5% em relação ao período homólogo do ano passado, o que significou uma produção total de 378 milhões de euros.

O Renting foi responsável pela aquisição de 12,5% de todas as viaturas novas vendidas em Portugal neste período temporal.

Recuperação económica faz crescer produção de Factoring

Nos primeiros nove meses deste ano, o Factoring registou no total (Factoring Doméstico; Factoring Internacional e Confirming), um crescimento de 1,8%, invertendo a tendência negativa do último ano, que se traduziu em 16,325 mil milhões de euros em créditos tomados por estas instituições.

No total, a produção de Factoring Doméstico situou-se nos 8,506 mil milhões de euros. Já as instituições de Factoring que tomaram créditos à exportação e importação foram responsáveis pela gestão de cobranças de uma crescente percentagem das trocas comerciais nacionais. Os créditos tomados neste segmento internacional ascenderam aos 2,107 mil milhões de euros.

Quanto ao Confirming (gestão dos pagamento aos fornecedores das empresas), este registou uma produção de 5,711 mil milhões de euros.

Para Paulo Pinheiro, presidente da ALF, os resultados do Financiamento Especializado “demonstram que o Leasing, o Renting e o Factoring estão a apoiar a economia nacional e viram reforçados crescimentos de produção que já vinham apresentando, até mesmo durante o período de crise, o que demonstra que o Financiamento Especializado é sem dúvida uma solução financeira para as empresas muito flexível, que se adapta a qualquer conjuntura e que se apresenta como um excelente meio de financiamento”.

O Presidente da ALF prossegue afirmando que até ao final do ano “esperamos a continuação deste crescimento do Financiamento Especializado, pelo que se irá confirmar um aumento muito significativo da produção em relação aos dados do final do ano passado”.

Já quanto a 2016, Paulo Pinheiro prefere não fazer previsões concretas, afirmando que “teremos de aguardar para saber o que nos espera a conjuntura política e económica dos próximos meses. Mas seja como for, e como já referi, o Financiamento Especializado, graças à sua flexibilidade e adaptabilidade e também tendo em conta a confiança que as empresas já têm nos nossos produtos, leva-nos a antever um crescimento em linha com o deste ano”.

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