ALF DESTACA RESILIÊNCIA DO FINANCIAMENTO ESPECIALIZADO AINDA PRESSIONADO PELA PANDEMIA

A Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) revelou os dados estimados dos três setores do financiamento especializado relativos ao primeiro trimestre deste ano. Num período em que a economia portuguesa esteve fortemente pressionada pelo longo período de confinamento, as associadas da ALF mantiveram, apesar da redução na produção, posição de relevo no apoio à economia e ao Produto Interno Bruto.

O Factoring registou uma redução de 10,8% no primeiro trimestre, para 7,4 mil milhões de euros em créditos tomados, desempenho expectável face à redução da atividade empresarial, que resultou na redução de faturas no mercado para serem tomadas.

Analisando as diferentes componentes, o Factoring Doméstico registou uma redução de 13,9% para os 3,3 mil milhões de euros em faturas tomados. O Confirming (serviço que permite a antecipação do pagamento aos fornecedores, cabendo à instituição de Factoring fazê-lo em nome do seu cliente) representou 3,1 mil milhões de euros em créditos tomados, num recuo de apenas 5,9% face ao período homólogo. A pressionar o setor esteve sobretudo o Factoring internacional, que registou 906 milhões de euros de produção e uma redução homóloga de 15,1%.

A Locação Financeira (Leasing) terminou o primeiro trimestre de 2021 com uma produção de 522 milhões de euros em investimentos financiados, representando uma redução de 20,9%.

A Locação Financeira Mobiliária recuou 18,8% para 376 milhões de euros, com as viaturas ligeiras e pesadas a representarem 260 milhões de euros e o financiamento de equipamentos a representar 115 milhões de euros. Já no Leasing Imobiliário, o valor acumulado dos investimentos financiados caiu 25,8% para 147 milhões de euros.

Tal como acontece com o Leasing, também o Renting continua a contribuir para a renovação das frotas automóveis. De acordo com os dados revelados pela ALF, o Renting foi responsável  pela aquisição de 6 824 viaturas ligeiras novas, no valor de 144 milhões de euros.

Analisado o balanço trimestral fornecido pela associação, o Renting foi menos penalizado que o mercado automóvel geral, sinal da resiliência deste tipo de produto. A produção de Renting registou um recuo no número de viaturas de 16,6% no primeiro trimestre, período em que as vendas totais do mercado nacional caíram mais de 25%. Para lá da produção de novos contratos de Renting, a opção pelo prolongamento dos contratos existentes permitiu que o setor mantenha uma dimensão total praticamente inalterada. Apesar do forte impacto da pandemia na economia, a frota total gerida pelas Rentings ascendia às 120.532 viaturas, no valor de 1,9 mil milhões de euros, representando uma ligeira redução de 0,7% e de 0,4%, respetivamente.

Numa análise à venda de automóveis em Portugal, o Leasing e o Renting no seu conjunto, contribuíram com um total de 14.372 unidades, correspondentes a cerca de 36% dos automóveis novos introduzidos em Portugal neste primeiro trimestre.

Alexandre Santos, presidente da ALF, considera que “com o país em confinamento geral durante mais de dois terços do primeiro trimestre deste ano, em contraste com um período homólogo de 2020 praticamente sem restrições, o Financiamento Especializado revelou um desempenho resiliente. Apesar das perdas registadas na produção, vários indicadores indiciam um aumento da confiança dos agentes económicos e prolongamento e manutenção de contratos”.

O porta-voz da ALF acrescenta a esperança no contributo dos desenvolvimentos sanitários na maioria dos países para a recuperação da economia em geral, e dos setores do Leasing, Factoring e Renting em particular. “Chegada a altura de se começar a olhar para a recuperação da economia, esta é indissociável de uma aposta na economia verde, com adoção de equipamentos mais sustentáveis, designadamente maquinaria menos poluente e automóveis eletrificados, assim como uma crescente digitalização de processos e continuado financiamento da tesouraria das empresas. O Financiamento Especializado estará presente nesta recuperação, contribuindo com os recursos indispensáveis às empresas e mesmo a particulares para alcançarem estes objetivos”.

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